manhãs



Às manhãs nem sempre são fáceis para mim. Essa coisa toda de acordar cedo, engolir o café, tomar banho (ou jogar uma água no corpo), dar comida para o pet, sorrir, sair de casa, tudo isso feito à mil km/h sempre me deixou uma pilha de nervos! E claro, não é esse o melhor jeito de se começar um dia inteiro de compromissos que você possa ter pela frente. 

Agora, que estamos em casa ''24/7'' (24h/7dias por semana) comecei a reparar a beleza dessas manhãs. É claro que ainda não estou 100% curada da minha ''alergia à manhãs'', mas a beleza das entrelinhas que o dia vai deixando para você é o que torna tudo mais encantado, como se fossem frames daqueles filmes premiados por ''melhor fotografia'' nos Oscars e Emmys da vida. 

Hoje mesmo acordei com o despertador interrompendo um sonho bom. Me virei de barriga para cima, abri os olhos encarando o teto mal-humorada e aí a ''mágica'' aconteceu novamente: um delicado e fino feixe de luz dourada entrou pela veneziana da janela de madeira na parede logo acima da minha cabeça e as poeiras suspensas no ar, flutuavam em câmera lenta. Não resisti esticar o braço para alcançá-las. Minha mão ficou avermelhada com a luz e logo me vi espelhando o movimento das poeiras flutuantes, mexendo os dedos lentamente. O Sol estava me chamando para contemplá-lo lá fora, levantei sem rodeios e abri as janelas ficando cega por alguns milésimos de segundos. Eram 7 da manhã e o calor do sol despertou meu corpo gentilmente.


Por: Letícia O.


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